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O que, então, Jesus significa a mim? Para mim, Ele era um
dos maiores professores d que a humanidade já teve. Para
os que criam nEle, Ele era o único filho de Deus. Será
que o fato de eu aceitar ou não esta convicção
faz Jesus ter qualquer influência a mais em minha vida? Será
que toda a grandeza do ensino e doutrina dEle são proibidos
a mim? Eu não posso acreditar nisso. Isso parece um nascimento
espiritual. Em outras palavras, minha interpretação
é que a própria vida de Jesus é a chave da
proximidade dEle a Deus; que Ele expressou, como nenhum outro pôde,
o espírito e a vontade de Deus. É deste jeito que
eu O vejo e O reconheço como o Filho de Deus. Mas eu acredito
que algo deste espírito, que Jesus exemplificou de maneira
tão grandiosa, de uma forma humana tão profunda, existe.
Eu tenho que acreditar nisto; se eu não acreditasse nisto
eu deveria ser um céptico; e ser um céptico é
viver uma vida vazia e sem conteúdo moral. Ou, o que é
a mesma coisa, condenar a raça humana inteira a um fim negativo.
É verdade que certamente há razão para cepticismo
quando a pessoa observa a chacina de sangue que os agressores europeus
deixaram, e quando a pessoa pensa na miséria e sofrimento
prevalecentes em todo canto do mundo, como também a pestilência
e escassez que sempre seguem, terrivelmente e inevitavelmente, em
guerra. Em face a isto, como alguém pode falar seriamente
do espírito divino encarnado em homem? Porque estes atos
de terror e assassinato ofendem a consciência do homem; porque
o homem sabe que eles representam o mal; porque nas profundezas
internas do coração e da mente dele, ele os lamenta.
E por causa disso vai desenfreado e se engana através de
falsos ensinos, ou se deixa corromper por falsos líderes,
o homem tem dentro do peito um impulso para o bem e uma compaixão
que são a faísca de divindade, o qual algum dia, eu
acredito, abrirá como uma flor, que é a esperança
de todo o gênero humano. Um exemplo disto que floresce pode
ser achado na figura e na vida de Jesus. Todas as coisas têm
sido modificadas, em grau maior ou menor, pela presença ações
e palavras dEle.
Eu acredito que seja impossível calcular os méritos
das várias religiões do mundo, e além disso
eu acredito que é até mesmo desnecessário e
prejudicial tentar fazer isto. Mas cada uma delas, no meu ponto
de vista, encarna uma força motivando o comum: o desejo de
enaltecer a vida do homem e dar a isto um propósito. E porque
a vida de Jesus tem um significado e uma transcendência para
as quais eu aludi é que eu acredito que Ele não pertence
somente ao Cristianismo, mas ao mundo inteiro; a todas as raças
e pessoas, não sendo importante sob qual bandeira, nome ou
doutrina que eles trabalhem, professem a fé, ou adorem a
um Deus que herdaram dos seus antepassados.
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